Ícone do site Arara Brava

Umidade do solo para milho safrinha: clima preocupa lavouras

Umidade do solo para milho safrinha: clima preocupa lavouras

O milho safrinha, que já foi plantado ou está em semeadura atrasada em algumas regiões do Brasil, segue beneficiado pela umidade do solo nas regiões produtoras. Porém, um alerta da empresa de monitoramento EarthDaily apontam que a atuação de uma massa de ar quente no Sul do país deve intensificar a evapotranspiração, acelerando a perda de umidade, especialmente em um contexto já marcado por chuvas escassas.

Esses fatores aumentam o risco de estresse hídrico nas lavouras. Os dados apurados com uso de imagens de satélites mostram divergências entre os principais modelos climáticos para precipitação nos próximos dias.

Desafios para a safra de milho

Há chuvas abaixo da média em grande parte do país, mas, por outro lado, um cenário mais favorável com volumes acima da média em áreas de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Matopiba – região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahía.

“Na observação para os dias 25 de março e 1º de abril, a umidade do solo deve permanecer em níveis satisfatórios em grande parte das regiões produtoras de milho de segunda safra no país”, explica Felippe Reis, analista de cultura da EarthDaily.

Condicionantes climáticos em Mato Grosso

Em Mato Grosso, ainda não há motivo para preocupação com o milho segunda safra. Como grande parte das lavouras está em estágio inicial, ainda há potencial de recuperação, “condicionado às condições climáticas nas próximas semanas, o que reforça a importância do monitoramento contínuo”, informou a empresa de monitoramento nesta segunda-feira (30).

No Mato Grosso do Sul, a umidade do solo segue baixa e, se persistir, pode elevar o risco agronômico nas próximas semanas. Em Goiás, o início do ciclo é tardio, com excesso de umidade do solo em março, que dificultou a semeadura e atrasou o calendário agrícola para a colheita da primeira safra de soja e a segunda safra de milho.

Impactos regionais e recomendações

Nas regiões produtoras do Oeste do Paraná e Rio Grande do Sul, os cenários climáticos são díspares. No território paranaense, a baixa umidade do solo, que está no menor nível dos últimos quatro anos, é motivo para alerta. “Caso a seca persista, há risco de impactos no desenvolvimento e no potencial produtivo, exigindo monitoramento contínuo”, recomenda a Earth Daily.

No Rio Grande do Sul, as lavouras estão em estágio de recuperação. Na semana entre 18 e 25 de março, o aumento da umidade do solo comprovou uma redução no estresse hídrico. Com isso, a região está com condições mais favoráveis às lavouras de soja.

Como o produtor financia a safra no Brasil?

Sair da versão mobile