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Polônia reforça segurança na fronteira com Ucrânia para proteção

Polônia reforça segurança na fronteira com Ucrânia para proteção

Na terça-feira, o ministro da Defesa polonês, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, afirmou que a Polônia está intensificando a segurança na fronteira com a Ucrânia. Esta medida surge após o aumento de ataques de drones russos na região, o que levantou preocupações entre os aliados da OTAN.

“Os últimos dias demonstram que a atuação da Rússia coloca em risco a segurança de toda a Europa. Por decisão do nosso governo, a infraestrutura da Guarda de Fronteira está sendo reforçada”, escreveu Kosiniak-Kamysz no X, mencionando os dois ataques ocorridos no fim de semana. Um deles atingiu um trem que transportava ex-autoridades ocidentais na área.

“Soldados do 18º Regimento de Engenharia já estão executando atividades para reforçar os postos de controle e a infraestrutura próxima à fronteira polonês-ucraniana.”

O Ministério da Defesa russo confirmou os ataques na região, alegando que o trem atingido transportava carga militar. Ao longo da terça-feira, autoridades militares da Lituânia, que também é membro da OTAN, relataram que um drone foi abatido em seu espaço aéreo pela primeira vez.

Esse drone estava equipado com um dispositivo explosivo, que foi neutralizado por especialistas em desativação de bombas, conforme informou o Ministério da Defesa lituano. Uma investigação para determinar a origem do drone está em curso.

O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, revelou que um caça italiano da OTAN abateu o drone e afirmou que ele “provavelmente veio da Rússia”. O Ministério da Defesa italiano também noticiou ser esse o segundo incidente com os caças do país em um mês.

“É em situações como essa que a presença de nossas forças militares no Flanco Leste se torna essencial para assegurar a segurança comunitária”, disse Crosetto.

Além disso, as Forças Armadas dinamarquesas informaram que um helicóptero militar dinamarquês foi alvo de um navio de guerra russo. O navio disparou dois sinalizadores de emergência enquanto o helicóptero realizava um registro fotográfico da embarcação em águas internacionais.

Após essa ocorrência, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, expressou seu apoio à Dinamarca, chamando a ação russa de provocadora e inaceitável. “Moscou continua a seu intento de desestabilizar a Europa, não apenas a Dinamarca”, acrescentou, pedindo uma ação conjunta e decisiva para proteger a Europa das ameaças russas.

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, comentou que os ataques próximos ao território da OTAN refletem o “desespero” do presidente russo Vladimir Putin, que busca semear medo e terror. Rutte reafirmou o compromisso de reforçar as defesas da aliança de 32 nações ao longo da fronteira com a Rússia e com seu aliado Bielorrússia.

Enquanto isso, os Estados Unidos estão se esforçando para impedir que a Ucrânia e a Rússia ataquem alvos energéticos uma da outra. O presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou que os países concordaram em suspender tais ataques relacionados à energia; no entanto, tanto o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, quanto o Kremlin caracterizaram a medida como uma proposta, ao invés de um acordo firmado.

Importante destacar que a Ucrânia vem intensificando bombardeios contra a infraestrutura de combustível russa há meses, resultando em uma severa restrição na capacidade de refino de Moscou e provocando uma escassez generalizada. Em retaliação, a Rússia impôs restrições à venda de seu diesel para o exterior.

“Há agora uma forte proposta dos EUA em favor de uma suspensão mútua dos ataques à infraestrutura crítica”, afirmou Zelensky na noite de segunda-feira. “Se isso pode ser o primeiro passo para a desescalada — um movimento em direção ao fim dos ataques russos à nossa infraestrutura crítica e os nossos ataques em retaliação — a Ucrânia está disposta a apoiar essa desescalada.”

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