A policial militar Gisele Alves Santana, de 29 anos, foi encontrada morta no último dia 18 de janeiro, em meio a um contexto de relacionamento abusivo com o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto. Segundo o boletim de ocorrência, obtido pela CNN Brasil, a mãe de Gisele relatou que ela sofria com diversas restrições impostas pelo oficial, como a proibição do uso de batom, salto alto e perfume, além da exigência de tarefas domésticas frequentes.
Em diálogo com sua mãe, Gisele expressou o desejo de se separar, mas essa decisão foi dificultada quando o oficial enviou uma foto ameaçando com uma arma. Essa ação a fez reconsiderar o término. Dias antes de sua morte, Gisele ligou chorando, pedindo que seu pai a buscasse, mas voltou atrás, indicando a pressão que vivia.
O tenente-coronel, que começou o relacionamento com Gisele em 2021 e oficializou o casamento em 2024, ainda alega ter enfrentado conflitos após ser transferido para o 49º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano. Durante depoimento, ele mencionou ser alvo de falsas acusações e discussões que ocorreram, levando o casal a dormir em quartos separados desde agosto.
Conflitos e tensão antes da tragédia
No decorrer das semanas que antecederam a morte de Gisele, os conflitos entre o casal se intensificaram. O oficial notou a policial trancada no quarto com a filha e escutou Gisele manifestar a vontade de se separar. Em um final de semana, ela saiu com a criança e as discussões se agravaram quando voltaram a se encontrar.
Na segunda-feira, após um dia separado, mais uma briga ocorreu. O tenente-coronel e Gisele debateram por cerca de duas horas na tarde de terça-feira, véspera da fatalidade. Eles tinham planos de resolver suas questões, mas a tensão foi crescente ao longo do tempo.
Os eventos do dia fatídico
No dia 18 de janeiro, o tenente-coronel decidiu se separar de Gisele, mas a reação dela foi emocionalmente intensa, resultando em uma discussão. Após sair para tomar banho, o oficial ouviu um disparo. Ao retornar, encontrou Gisele caída e com a arma ao seu lado. Ele contatou os serviços de emergência imediatamente.
A polícia foi informada de que a mulher havia sofrido um disparo na cabeça. Ela foi socorrida, mas não sobreviveu. O tenente-coronel também buscou atendimento psicológico após o evento.
O caso está sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer os pontos obscuros que cercam as circunstâncias da morte de Gisele.