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PF: Entenda como backup revelou esquema bilionário de artistas

A “Operação Narco Fluxo” desarticulou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, resultando na prisão dos MCs Ryan SP e Poze do Rodo, assim como do dono da página Choquei e outros influenciadores. Essa ação da polícia ocorreu nesta quarta-feira (15) e teve início a partir de um backup no celular de Rodrigo Morgado, um contador identificado como operador central da organização criminosa.

A CNN Brasil reuniu os principais aspectos da investigação, que se beneficiou do sistema de armazenamento iCloud. A plataforma foi crucial para identificar conexões entre os envolvidos. Entenda abaixo:

O papel do iCloud

A “Operação Narco Bet”, que levou à prisão de Rodrigo Morgado e do influenciador “Buzeira” em 2025, serviu como um marco inicial para as investigações subsequentes. A análise dos dados armazenados no iCloud de Morgado foi essencial para o avanço da Operação Narco Fluxo.

Os dados permitiram à Polícia Federal descobrir uma organização criminosa “autônoma e dissociada”, onde Morgado era responsável por articular as transferências bancárias e proteger o patrimônio dos envolvidos, particularmente do MC Ryan SP. Através do cruzamento de informações da nuvem com relatórios financeiros do Coaf, toda a rede criminosa foi mapeada, revelando colaboradores e empresas de fachada.

As mensagens analisadas demonstraram atividades recentes até dezembro de 2025, o que reforçou a justificativa para a decretação das prisões.

Função dos artistas

De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizou o setor de entretenimento e a indústria musical como fachada para ocultar recursos provenientes de tráfico de drogas, apostas ilegais e rifas digitais. Os artistas atuavam como um “escudo de conformidade”, onde sua projeção pública e engajamento nas redes sociais serviam para disfarçar movimentações ilícitas, dificultando a fiscalização por parte das autoridades competentes.

Na investigação, MC Ryan SP é considerado o elemento central e líder do esquema criminoso, utilizando sua base de seguidores para dar uma aparência de legalidade ao seu patrimônio. Além disso, ele empregava métodos de blindagem patrimonial, transferindo empresas para familiares e utilizando “laranjas” para dissociar o capital ilícito de sua pessoa física.

O que dizem as defesas

A defesa de Ryan SP afirmou que “até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos.” A defesa assegura a integridade de Ryan, enfatizando que todas as suas transações financeiras têm origem comprovada e que sua atuação sempre seguiu as exigências legais.

Prisão de MC Ryan SP: “Verdade será devidamente demonstrada”, diz defesa

A defesa do dono da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, esclareceu que sua conexão com o caso se limita à prestação de serviços publicitários, reafirmando que não participou de atividades ilícitas.

A defesa de Rodrigo Morgado declarou sua inocência, ressaltando que sempre atuou de forma ética e dentro dos limites legais. A defesa contextualiza que a conversão de criptomoedas em reais, mediante pagamento de comissão, não é crime, e que todas as atividades foram comunicadas à Receita Federal.

A CNN Brasil continua a buscar a defesa dos outros citados no caso.

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