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Operação mira lavagem de dinheiro com joias e bloqueia ativos financeiros em SP

Operação mira lavagem de dinheiro com joias e bloqueia ativos financeiros em SP

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a terceira fase da Operação Ouro Reverso, que visa desarticular o Núcleo 3 de uma organização criminosa responsável por transformar o faturamento de itens roubados, especialmente alianças, em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à venda de joias. A iniciativa busca combater o crime organizado e proteger o comércio de produtos legítimos.

As equipes estão cumprindo 31 mandados de busca e apreensão, e a Justiça bloqueou bens e ativos no valor de mais de R$ 374 milhões. A operação, coordenada pela DIG (Divisão de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas) e realizada pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), já interditou um comércio de joias e apreendeu um imóvel. Segundo a corporação, a quadrilha utilizou “laranjas” e uma rede de destinatários para movimentar seus ativos.

As investigações tiveram início em 2024, logo após o jogador de futebol Neymar ganhar um colar avaliado em R$ 2 milhões do influenciador “Buzeira”, também ele investigado e condenado por integrar uma organização criminosa em outro caso. A ação contou com o apoio da Receita Estadual, Receita Municipal e Caixa Econômica Federal.

Descrevendo as Fases da Operação Ouro Reverso

A primeira fase da Operação Ouro Reverso ocorreu em maio de 2025, quando a polícia localizou o Núcleo 1, batizado de Obtenção (O Sangue), responsável pelos roubos violentos de joias e pela receptação desses materiais. Na ocasião, Rony Gonçalves, apontado como um dos maiores negociadores de ouro roubado de São Paulo, foi preso. As investigações revelaram que ele integrava um esquema liderado por Suedna Barbosa Carneiro, a “Mainha do Ouro”, suspeita de chefiar o suporte financeiro e operacional para as quadrilhas que realizavam os assaltos.

A segunda fase aconteceu em agosto deste ano, com foco nas lojas e laboratórios onde as joias eram vendidas e criadas a partir de materiais roubados. Esse núcleo foi denominado A Fachada. Na ocasião, foi localizada uma área no Centro de São Paulo, conhecida como “Círculo do Fogo”, onde as atividades ilícitas eram realizadas. A fundição de novas peças e suas respectivas vendas estavam em andamento, utilizando empresas de fachada para circular os produtos oriundos de ações criminosas. A polícia chegou a apreender R$ 1,6 milhão em joias e R$ 35 milhões em bens e ativos.

Impactos e Continuidade da Operação

A operação desta terça-feira segue em andamento, e as expectativas são de que mais envolvidos sejam identificados e responsabilizados. A persistência das investigações demonstra o compromisso das autoridades em combater a criminalidade e restaurar a segurança no comércio de joias, que representa não apenas uma questão de segurança pública, mas também de economia local.

Além disso, a Operação Ouro Reverso serve como um alerta para o comércio de joias, ressaltando a importância de manter práticas de segurança e ética nas vendas. O impacto da ação da Polícia Civil pode ser observado não apenas na desarticulação de redes criminosas, mas também na conscientização do setor sobre a necessidade de conhecer a origem dos produtos que comercializa.

O avanço das investigações e a colaboração entre diferentes órgãos governamentais são fundamentais para o sucesso da Operação Ouro Reverso. Com um foco contínuo na desarticulação de organizações criminosas, espera-se uma resposta forte e eficaz contra esse tipo de crime, garantindo que as joias que adornam a vida de muitos sejam provenientes de fontes legítimas e seguras.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo