Na terça-feira (28), o destróier de mísseis guiados USS Higgins da Marinha dos EUA enfrentou uma falha significativa de potência e propulsão durante várias horas no Indo-Pacífico. Este incidente, descrito como uma “falha de engenharia” em seu sistema elétrico, deixou a embarcação e sua tripulação de cerca de 300 pessoas em uma posição vulnerável no mar.
Impacto da Falta de Energia no USS Higgins
Segundo um analista naval, o USS Higgins tornou-se “indefeso” devido à perda total de potência. O comandante Matthew Comer, porta-voz da 7ª Frota dos EUA, confirmou que o navio sofreu uma perda de potência em todos os sistemas. Os relatórios iniciais indicam que um mau funcionamento elétrico pode ter provocado faíscas ou fumaça, que cessaram quando a energia foi desligada.
A ausência de eletricidade por várias horas impediu o controle dos movimentos do navio, colocando em risco a segurança da embarcação e de sua tripulação. Especialistas ressaltaram que, sem energia, o navio fica cego eletronicamente e incapaz de se defender, o que é particularmente preocupante em uma área geograficamente complexa como o Indo-Pacífico.
Causas e Investigações do Incidente
A Marinha dos EUA está investigando a causa da falha elétrica que afetou o USS Higgins. Não foram divulgadas informações sobre o local exato do incidente, mas a área sob a responsabilidade do Comando Indo-Pacífico cobre uma vasta extensão, desde a costa oeste dos EUA até a fronteira ocidental da Índia.
Geradores a diesel de emergência estavam disponíveis, mas somente para manter comunicações e ar-condicionado a bordo, o que não é suficiente para garantir a segurança da embarcação em situações de perigo.
Estrutura do USS Higgins e Fatos Adicionais
Comissionado em 1999, o USS Higgins é um navio da classe Arleigh Burke, que representa uma parte vital da frota de superfície da Marinha dos EUA, com mais de 70 unidades em operação. O destróier tem 150 metros de comprimento e um deslocamento de mais de 8.200 toneladas, equipado com o sistema de combate Aegis e diversos mísseis, como os de ataque terrestre Tomahawk.
Este incidente não é um caso isolado, já que a Marinha dos EUA também lidou com outros problemas recentemente, como um incêndio a bordo do porta-aviões USS Gerald R. Ford. O incêndio, ocorrido em março, resultou em ferimentos leves entre alguns marinheiros, mas não estava relacionado com operações de combate.