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Mulher conhecida como ‘Japa do PCC’ movimenta R$ 35 milhões e ostenta vida luxuosa após falecimento do esposo

Foto: divulgação

No Brasil, uma investigação realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) trouxe à luz o caso de Karen de Moura Tanaka Mori, também conhecida como a Japa, de 37 anos. Ela é suspeita de estar por trás de um grande esquema de lavagem de dinheiro conectado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa notória no país. Segundo o MPSP, ela movimentou cifras impressionantes que alcançam os R$ 35 milhões, um ato que seguiu o falecimento de seu esposo, Wagner Ferreira da Silva, apelidado de Cabelo Duro e reconhecido anteriormente como um líder expressivo do PCC, assassinado em 2018.

Karen, envolta em uma vida de luxo e extravagâncias, incluindo viagens frequentes para destinos internacionais, é acusada de assumir o controle sobre “bens ocultos” deixados por seu marido. Há uma suspeita forte de que ela tenha tomado as rédeas de operações de lavagem de dinheiro advindas das atividades criminosas da facção, com operações se estendendo pelas cidades de Santos, Cubatão, Guarujá, e mesmo o município de São Paulo. Em sua defesa, ela proclama sua inocência.

No começo de fevereiro, durante um mandado de busca e apreensão realizado em seu domicílio no Jardim Anália Franco, uma região de elevado padrão na zona leste de São Paulo, Karen foi detida preventivamente. As autoridades descobriram malas contendo R$ 1.039.600 em espécie e aproximadamente 50 mil dólares (equivalente a R$ 250 mil), além de documentos variados, um celular iPhone 14, e um Audi Q3 registrado no nome de sua tia, estacionado na garagem do prédio.

![Karen Mori, conhecida como Japa do PCC](https://cm7.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2024/03/25065035/japa-pcc-6-1024×683.webp)

Em outra frente da investigação, a polícia lançou olhar sobre uma luxuosa mansão associada a Karen na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, litoral paulista. A propriedade, dotada de varanda, piscina, e área para churrasco, sugere a administração de um patrimônio vasto.

Durante seu depoimento, Karen se identificou como uma empresária bem-sucedida, confirmando a frequência de suas viagens ao exterior, com destinos favoritos incluindo Cancún no México, Estados Unidos, e Argentina. Ela também mencionou a KK Participações, empresa que iniciou ao lado de seu irmão, logo após a morte de Cabelo Duro. Esta companhia, localizada na Vila Nova Conceição, zona sul de São Paulo, seria uma fachada para a movimentação financeira relacionada às atividades ilícitas.

![Residência atribuída a Karen Mori](https://cm7.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2024/03/25065414/japa-pcc-4-1024×683.webp)

O MPSP é enfático ao afirmar que Karen não só tomou controle dos bens deixados por seu marido como também forneceu assistência a outros membros da organização criminosa, resultando na expressiva movimentação de R$ 35 milhões através da KK Participações. Seu pai também é apontado como possível colaborador neste esquema.

![Outra propriedade associada a Karen Mori](https://cm7.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2024/03/25065419/japa-pcc-5-1024×683.webp)

Quando confrontada pela polícia, Karen negou qualquer conexão entre sua fortuna e atividades criminosas. Ela se defendeu alegando que seu acúmulo de riqueza se deu por meio de empreendimentos legítimos no setor de estética, oriundos de investimentos pessoais entre 2008 e 2015. Além disso, justificou a escolha de não depositar grandes quantias em bancos pelo receio de associação com o crime organizado e relatou o porquê do registro do Audi Q3 em nome de sua tia, buscando evitar implicações por infrações de trânsito.

Fonte: https://folhadesorocaba.com.br/de-volta-sorocaba-reinaugura-unidade-do-sabe-tudo-conect-apos-anos-de-inatividade/

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