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Lucro das aéreas deve cair pela metade com alta do combustível em 2023

Lucro das aéreas deve cair pela metade com alta do combustível em 2023

Pressionado pela alta do combustível, o lucro das companhias aéreas deve cair pela metade em 2026 na comparação com 2025, estima a IATA (Associação Internacional de Transportes Aéreos). A entidade projeta que a cifra recue de US$ 45 bilhões para US$ 23 bilhões, destacando que este cenário impactará diretamente o setor aéreo e os custos operacionais das companhias.

A estimativa inicial da IATA para este ano, apresentada no final de 2025, era de que o lucro combinado das companhias aéreas globais alcançasse US$ 41 bilhões, com uma margem líquida de 3,9%. No entanto, agora a expectativa é de que as margens líquidas fiquem em 2% neste ano, refletindo as dificuldades financeiras que as empresas enfrentam.

Impacto do Custo do QAV

A queda nos lucros reflete principalmente o custo mais elevado com o QAV (querosene de aviação), que deve ficar 70% mais alto em 2026 na comparação anual. Esse aumento representa mais de 31% das despesas totais do setor de aviação, gerando um impacto severo nas contas das companhias.

O crescimento do custo do combustível deve elevar as despesas das aéreas em US$ 100 bilhões em relação a 2025. Willie Walsh, diretor-presidente da IATA, comentou que “é um ano difícil para todas as companhias aéreas, especialmente para aquelas cujos balanços ainda não se recuperaram da COVID-19”. Essa realidade traz à tona a luta contínua das empresas para manter a rentabilidade em um ambiente de custos crescentes.

Resistência da Demanda por Viagens

Apesar do cenário desafiador, a demanda por viagens aéreas continua resistente, mesmo com o aumento das tarifas promovido pelas companhias aéreas. Walsh observou que a “grande incógnita é por quanto tempo viajantes e remetentes de cargas conseguirão tolerar os custos mais elevados”. As pesquisas da IATA indicam que 86% dos viajantes esperam que as tarifas aéreas acompanhem os preços do petróleo.

Desses viajantes, 49% esperam gastar mais com viagens este ano do que no ano passado, enquanto 43% planejam manter o mesmo valor. Essa expectativa de aumento nos gastos pode ser um sinal de otimismo, mas também reflete a preocupante situação econômica global.

Perspectivas para o Setor Aéreo

Walsh ressaltou ainda que, apesar da demanda mais resistente até o momento, o crescimento do setor será inevitavelmente mais lento neste ano. Ele prevê um avanço de apenas 2,1% para o segmento de passageiros e de 0,7% para o de carga, ilustrando um panorama de crescimento contido.

A briga para contornar as dificuldades financeiras e se adaptar às novas realidades do mercado será uma constante. Companhias aéreas terão que reajustar suas estratégias para se manter competitivas e evitar impactos severos em sua operação.

À medida que a situação econômica global e os preços do petróleo oscilam, o setor de aviação estará em constante avaliação das suas políticas tarifárias e custos operacionais. A luta pela sustentabilidade financeira em um ambiente volátil se tornará uma prioridade, exigindo inovação e resiliência de todos os envolvidos nesse mercado.

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