Adilsinho e o Jogo do Bicho: Prisão e Controvérsias
O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi preso na manhã desta quinta-feira (26) em Cabo Frio, na Região dos Lagos, Rio de Janeiro. A detenção ocorreu em uma residência, destacando sua influência na criminalidade local.
Além de ser uma figura proeminente na cúpula do jogo do bicho, Adilsinho é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados no estado. Essa combinação de atividades ilícitas o torna uma figura central em uma rede criminosa vastamente conhecida.
Ligação com o Salgueiro
Adilsinho tem conexões notáveis com uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, a Salgueiro. Em março de 2024, foi anunciada sua entrada como patrono da agremiação, uma figura que normalmente utiliza seu poder financeiro para obter apoio popular. Patronos como Adilsinho costumam influenciar desfiles e votação de campeonatos, numa prática comum entre os bicheiros.
História e Contexto do Jogo do Bicho
O posto de patrono tem raízes profundas na história do jogo do bicho. Ele é um símbolo de como o crime organizado se mistura ao carnaval carioca, trazendo desafios para a legislação e a cultura local. O Salgueiro, por exemplo, já teve patronos famosos como Miro Garcia. Conflitos familiares e disputas de poder são frequentemente retratados em documentários, como “Vale o Escrito”, disponível no Globoplay.
Desempenho da Escola e Futuro
Depois que Adilsinho se juntou ao Salgueiro, a escola enfrentou um desvio de desempenho, ocupando o 7º lugar em 2024 com o enredo “Delírios de um Paraíso Vermelho”. No desfile de 2026, a escola homenageou a carnavalesca Rosa Magalhães com um enredo vibrante, encerrando em 4ª posição após uma disputa acirrada. A presença de Adilsinho pode influenciar não apenas o futuro da escola, mas também revelar as complexidades da relação entre crime e cultura na cidade.
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