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Líder pataxó hã-hã-hãe é morto em Brumadinho

Foto: divulgação

Merong Kamakã Mongoió, influente líder do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe e reconhecido por seu papel fundamental no ativismo indígena, teve sua vida tragicamente encerrada na manhã de segunda-feira (4), em Brumadinho, Minas Gerais. Membros da equipe da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Minas Gerais, com quem Merong havia se encontrado no dia 25 de fevereiro, revelaram que ele expressou o desejo de “expandir as lutas” indígenas.

Liderando a iniciativa da Retomada Kamakã Mongóio, no Vale do Córrego de Areias, na região de Brumadinho, Merong dedicou-se não só à defesa dos direitos de seu povo, mas também se envolveu ativamente na proteção de outras comunidades indígenas, incluindo os Kaingang, os Xokleng e os Guarani. Segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que divulgou uma nota prestando condolências, Merong era uma figura de proeminência nas mobilizações e defesas dos direitos territoriais e da cultura indígena.

Nativo de Contagem, em Minas Gerais, Merong transferiu-se para a Bahia ainda na infância, onde desenvolveu sua liderança. Além disso, deixou marcas de sua luta no Rio Grande do Sul, participando da Ocupação Lanceiros Negros e contribuindo com as retomadas Xokleng Konglui e Guarani Mbya, nas cidades gaúchas de São Francisco de Paula e Maquiné, respectivamente.

O povo Pataxó Hã-Hã-Hãe tem presença marcante no sul e baixo-sul da Bahia, com comunidades situadas na Reserva Indígena Caramuru-Paraguassu e na Terra Indígena Fazenda Baiana, espalhadas pelos municípios de Itajú do Colônia, Camacã, Pau-Brasil e Camamu. Notoriamente, essas regiões são pontos de intensos conflitos territoriais.

Em um caso relatado anteriormente pela Agência Brasil, outro líder Pataxó Hã-Hã-Hãe, Lucas Kariri-Sapuyá, também foi vítima de uma execução brutal, marcando um histórico de violência contra a liderança indígena na região. Essa violência se estende até a Reserva Indígena Caramuru-Paraguassu, palco de numerosos conflitos e invasões por fazendeiros e posseiros.

Além disso, em 21 de janeiro, a liderança indígena e pajé Nega Pataxó foi igualmente assassinada em confrontos territoriais. Sua morte ocorreu durante uma ação violenta por parte de fazendeiros do grupo Invasão Zero, de acordo com relatos.

Após o incidente com Merong, tentativas foram feitas para obter mais esclarecimentos sobre a situação junto à Secretaria de Segurança de Minas Gerais, que, até o momento, não apresentou resposta. O cenário atual evidencia uma preocupante continuidade de ataques contra líderes indígenas e enfatiza a urgência de respostas concretas das autoridades.

As informações são da Agência Brasil.

Fonte: https://portalmanausalerta.com.br/lula-propoe-mocao-da-celac-a-onu-pelo-fim-do-genocidio-em-gaza/

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