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Imunobiológicos melhoraram tratamento de doenças autoimunes eficazmente

Imunobiológicos melhoraram tratamento de doenças autoimunes eficazmente

As doenças autoimunes formam um grupo de condições de saúde em que o sistema imunológico ataca os tecidos do próprio corpo. Este fenômeno pode resultar em diversas patologias, incluindo tiróide de Hashimoto, lúpus e artrite reumatóide, cada uma com suas particularidades e sintomas. No programa Sinais Vitais Dr. Kalil Entrevista, as especialistas Ana Luisa Garcia Calich, reumatologista, e Cristina Abdalla, dermatologista, abordaram as principais causas, fatores de risco e sinais de alerta que podem levar a um diagnóstico precoce dessas doenças.

A pele como sinalizador de doenças autoimunes

A dermatologista Cristina Abdalla ressaltou que a pele é um dos primeiros órgãos a manifestar os sintomas de doenças autoimunes. Essas manifestações podem surgir de diversas formas, como erupções cutâneas ou lesões. Por isso, é essencial que pacientes que apresentam fotossensibilidade tomem precauções adequadas contra a exposição solar. O uso de protetor solar, além de roupas e chapéus que bloqueiem os raios solares, é altamente recomendado.

Além disso, Abdalla destacou que os tratamentos estéticos também requerem cuidados especiais. “Não existe uma resposta universal, pois as doenças autoimunes variam em seus comportamentos e gatilhos”, explica. Segundo a especialista, substâncias como preenchimentos faciais podem induzir uma resposta imunológica e, portanto, a cautela é fundamental. Alguns tratamentos com luz, por sua vez, podem desencadear reações em doenças associadas à fotossensibilidade.

Avanços nos tratamentos com medicamentos imunobiológicos

A reumatologista Ana Luisa Garcia Calich discutiu como os tratamentos para doenças autoimunes evoluíram significativamente com a introdução dos medicamentos imunobiológicos. Estes tratamentos são desenvolvidos com base em biotecnologia e têm a capacidade de atuar em mecanismos específicos do sistema imunológico, reduzindo os efeitos colaterais e possibilitando uma vida mais saudável para os pacientes. “O melhor de tudo é que a maioria desses medicamentos está disponível no SUS”, acrescenta a especialista, destacando a importância do acesso a esses tratamentos.