Na última sexta-feira (24), o entregador de aplicativo Alisson dos Santos teve sua bicicleta danificada por um agente da GCM (Guarda Civil Municipal) de Mogi das Cruzes, no bairro Jardim Oropó. Este incidente se tornou amplamente divulgado após a divulgação de um vídeo que mostra o momento da abordagem e a ação violenta do guarda, que arremessa a bicicleta de Alisson em um córrego, enquanto afirma “pode filmar”.<\/p>
O vídeo, gravado pelo próprio entregador, serve como prova da má conduta do agente e gerou uma onda de indignação nas redes sociais. A atitude do guarda civil não apenas causou danos ao equipamento que é essencial para o trabalho de Alisson, mas também levantou questões sobre a atuação da Guarda Civil Municipal e o tratamento dado aos trabalhadores informais no Brasil.<\/p>
Ação da Deputada e Ativistas
A deputada federal Erika Hilton (PSOL) e o ativista pelos direitos dos trabalhadores por aplicativo, Elias Júnior, conhecido como Jr. Freitas, tomaram uma atitude firme ao protocolar uma representação formal junto ao MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo). Eles exigem uma investigação rigorosa que responsabilize os envolvidos no fato. O pedido destaca que a conduta do guarda civil viola a dignidade da pessoa humana e o direito ao trabalho, caracterizando o que foi visto como vandalismo e humilhação.<\/p>
Responsabilidade e Falhas na Fiscalização
Segundo declarações de Alisson, o incidente não se limitou ao dano físico à sua bicicleta. O agente também furou os pneus do veículo antes de jogá-lo no córrego, tornando-o inutilizável e afetando diretamente a fonte de renda do entregador. Além do guarda, a representação também inclui a prefeitura devido a falhas de treinamento e fiscalização da corporação, levantando um debate sobre a supervisão das ações da Guarda Civil Municipal.<\/p>
Medidas da Prefeitura
Em resposta ao incidente, a prefeitura de Mogi das Cruzes anunciou que o guarda civil envolvido foi afastado de suas funções e um processo de sindicância foi aberto junto à Corregedoria da Guarda Civil Municipal. Em uma nota oficial, a Secretaria Municipal de Segurança afirmou que a conduta do agente não condiz com as diretrizes da administração municipal, que prioriza o respeito ao cidadão.
“Por determinação da prefeita Mara Bertaiolli, a Secretaria Municipal de Segurança afastou imediatamente o guarda civil municipal alvo de denúncia de comportamento inadequado das atividades operacionais. Também foi aberto processo de sindicância junto à Corregedoria da Guarda Civil Municipal para apurar a conduta, que não compactua com as diretrizes da administração municipal, que prima pela qualidade da prestação de serviços e respeito ao cidadão.”<\/em>
A CNN Brasil entrou em contato com o MPSP para verificar o andamento da representação e aguarda um retorno. O caso segue em desenvolvimento e alimenta um debate importante sobre a proteção dos direitos dos trabalhadores por aplicativo no Brasil.
Créditos: Mil Grau na Tela
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo<\/em>

