A polícia da Coreia do Sul solicitou um mandado de prisão para Bang Si-hyuk, presidente da agência de K-pop HYBE, por suposta negociação ilegal vinculada ao IPO da empresa. A situação gerou grande repercussão no mundo da música e finanças, levantando questões sobre a integridade das práticas do setor. O pedido foi feito em meio a alegações de violações das leis do mercado de capitais.
Suspeitas de Ilícitos
A Agência de Polícia Metropolitana de Seul afirmou que Bang Si-hyuk é suspeito de enganar investidores iniciais antes da listagem da HYBE. Ele teria direcionado esses investidores a vender ações para um fundo de private equity ligado aos seus associados. Com isso, após a abertura de capital da HYBE, o fundo teria vendido sua participação, resultando em lucros significativos para Bang.
Possíveis Consequências Financeiras
Bang é acusado de ter recebido cerca de 30% dos lucros provenientes dessa transação, totalizando aproximadamente 190 bilhões de won (cerca de R$ 640 milhões). As alegações geraram um impacto imediato, com as ações da HYBE caindo 2,4% após o anúncio do mandado, mesmo enquanto o índice de referência KOSPI da Coreia do Sul apresentava alta.
Defesa e Colaboração com a Justiça
Em resposta às acusações, Bang negou qualquer irregularidade. A HYBE emitiu um comunicado, expressando sua decepção com o mandado de prisão solicitado e reafirmando sua disposição em cooperar plenamente com as investigações. Bang também é conhecido como o fundador da HYBE, responsável pelo fenômeno global do K-pop BTS, o que agrava o interesse público em sua situação.
A embaixada dos EUA em Seul entrou na questão, enviando uma carta solicitando que as autoridades permitissem que Bang viajasse para os Estados Unidos, apesar da proibição de viagem em vigor. Esta solicitação foi feita para que Bang e outros executivos comparecessem a eventos relacionados ao Dia da Independência dos EUA. Contudo, a partir de agosto do ano passado, ele está impedido de deixar a Coreia do Sul.