O Estreito de Ormuz se encontra praticamente vazio pelo terceiro dia seguido, refletindo o impasse entre Irã e Estados Unidos sobre a navegação na região. Essa via marítima é crucial, pois por ela passa quase um quinto do petróleo e gás mundial.
Nas últimas horas, pelo menos três embarcações adentraram o estreito, incluindo dois petroleiros que, segundo o MarineTraffic, estão appears empty.
Na manhã de segunda-feira (20), um petroleiro chamado Nova Crest, que partiu de um porto iraquiano no início do mês, deixou a área. Essa embarcação já enfrentou sanções do Reino Unido e da União Europeia, devido ao transporte de petróleo russo.
No sábado (18), a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) anunciou que o estreito estava fechado novamente. Treze embarcações deram meia-volta sob essa declaração, conforme relatado pelo grupo de inteligência marítima Windward.
Conflito e navegação no Estreito de Ormuz
Recentemente, um navio porta-contêineres foi atingido por disparos, e outras duas embarcações também relataram terem sido alvejadas. Como resultado, no domingo (19), não houve registros de petroleiros transitando pelo Estreito, embora analistas alertem que a posição de alguns navios pode não ser divulgada.
A Ambrey, organização consultiva de navegação, informou que as embarcações estão sendo aconselhadas a desistir da travessia do Estreito de Ormuz e retornar ao ponto de origem, especialmente ao receber alertas via rádio VHF.
Com a tensão crescente, muitos navios mercantes receberam ordens da Marinha da IRGC para não prosseguirem com a passagem, complicando ainda mais a situação da navegação na região.
A crise e suas consequências
Desde o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, em 28 de fevereiro, Teerã restringiu a passagem de quase todas as embarcações pelo Estreito de Ormuz. O Irã impôs que a navegação fosse sob seu controle e mediante pagamento de taxas.
Esta situação crítica é intensificada pelas tensões após uma tentativa de negociação fracassada entre as partes, levando o presidente Donald Trump a anunciar bloqueios aos portos iranianos, incluindo a passagem pelo estreito.
Teerã revidou com ameaças de atacar navios de guerra que entrassem no estreito e retaliar contra os portos vizinhos no Golfo. Apesar da promessa de reabertura do estreito após o cessar-fogo de Israel no Líbano, o Irã voltou atrás, acusando os EUA de violar os termos acordados.
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