A operação da Marinha mexicana resultou na prisão de um dos líderes do CJNG, Audias Flores Silva, conhecido como “El Jardineiro”. Esta detenção é um marco significativo, pois ele é apontado como o possível sucessor de Nemesio “Mencho” Oseguera Cervantes, que faleceu em fevereiro após uma ação federal. Flores Silva já possuía mandados de prisão no México e é procurado pelos EUA por tráfico de drogas.
Como foi realizada a prisão
A operação ocorreu na comunidade de El Mirador, no estado de Nayarit. Segundo as autoridades, Flores Silva estava cercado por um aparato de segurança que incluía 30 caminhonetes e mais de 60 homens armados. Contudo, a estratégia das forças de segurança foi eficaz. O suspeito foi encontrado se escondendo em um cano de esgoto, e a operação foi executada sem disparar um único tiro, com a Marinha destacando a ausência de mortes ou feridos.
Planejamento e coordenação
A prisão foi o resultado de 19 meses de vigilância, contando com a participação de mais de 500 agentes, seis helicópteros e diversas aeronaves para reconhecimento. A Marinha informou que a operação foi meticulosamente planejada e coordenada com o Ministério da Segurança e a Procuradoria-Geral da República. Essa estratégia demonstra a determinação das autoridades mexicanas em combater o tráfico de drogas no país.
O papel de Audias Flores Silva no CJNG
Flores Silva é descrito como um associado próximo de El Mencho, controlando importantes laboratórios de metanfetamina em Jalisco e Zacatecas, conforme relata o Departamento de Estado dos EUA. A prisão dele pode impactar a estrutura do CJNG, principalmente em um momento em que a segurança no México está sob forte pressão, principalmente com a proximidade da Copa do Mundo. A pressão dos Estados Unidos por ações mais rigorosas contra cartéis de drogas se intensificou, especialmente desde o início do segundo mandato de Donald Trump.