A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, expressou apoio à denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida, afirmando que isso serve como um importante estímulo para que as mulheres “não sofram caladas”.
“A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) é mais uma etapa do reconhecimento da verdade. É também um estímulo para que as mulheres que vivem ou viveram episódios de violência não sofram em silêncio, que denunciem os agressores”, declarou a parlamentar em uma rede social.
Anielle Franco manifestou sua confiança na Justiça e sua crença nos esforços do governo, do judiciário, do parlamento e da sociedade. Ela destacou a importância de criar um ambiente onde meninas e mulheres possam viver livres, seguras e com dignidade, sem medo de serem quem são.
Veja o post:
A denúncia da Procuradoria-Geral República (PGR) é mais uma etapa do reconhecimento da verdade. É também um estímulo para que as mulheres que vivem ou viveram episódios de violência não sofram em silêncio, que denunciem os agressores.
Sigo confiando na justiça e acreditando em…
— Anielle Franco (@aniellefranco) March 21, 2026
A PGR denunciou Silvio Almeida por importunação sexual contra Anielle Franco. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, mencionou que as provas levantadas durante a investigação confirmam os relatos da ministra.
Este caso gerou grande repercussão, especialmente porque Almeida já havia sido indiciado pela Polícia Federal por importunação, de acordo com denúncias recebidas da ministra e de outras vítimas. No entanto, a denúncia da PGR foca especificamente na situação envolvendo Anielle.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também foi ouvido e reforçou a narrativa de Anielle, mencionando um incidente em que Almeida teria importunado a colega de governo.
Em entrevista ao portal UOL, Silvio Almeida negou as acusações, afirmando que nunca teve nenhum tipo de reclamação formal durante seus anos como professor universitário.
Sob sigilo, o caso atualmente está sob a relatoria do ministro André Mendonça no STF (Supremo Tribunal Federal).
No último sábado (21), os advogados de Silvio Almeida indicaram à CNN Brasil que não fariam comentários sobre o caso.
A Repercussão e o Contexto
Silvio Almeida foi demitido de seu cargo como ministro em 6 de setembro de 2024, logo após a ONG Me Too Brasil receber denúncias de assédio sexual contra ele. Anielle Franco confirmou que era uma das vítimas e relatou que as importunações começaram desde a transição de governo em 2022.
A natureza da importunação, segundo a legislação brasileira, abrange desde assédios verbais até toques não consentidos, criando um ambiente de insegurança para as mulheres.
*Com informações de Matheus Teixeira e da CNN Brasil

