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Defesa de dono da Choquei entra com pedido de Habeas Corpus na Justiça

A defesa de Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página de notícias Choquei, apresentou um pedido de Habeas Corpus no TRF-3, buscando a revisão da prisão em caráter urgente. Essa informação foi confirmada pela CNN Brasil no último sábado (18).

Raphael foi detido durante a Operação Narco Fluxo, conduzida pela Polícia Federal na quarta-feira (15). A operação visa investigar uma organização criminosa que se dedica à movimentação ilícita de valores no Brasil e no exterior, e estima-se que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão em dois anos.

Pedido de Libertação

De acordo com a defesa, o novo pedido solicita a expedição imediata de alvará de soltura em favor de Raphael. O pedido aguarda análise urgente pelo plantão do TRF-3. O advogado do investigado sustenta que a manutenção da prisão é “tecnicamente injustificável”, evidenciando que as buscas e apreensões, assim como o interrogatório, já ocorreram.

Operação Narco Fluxo e suas Implicações

A Operação Narco Fluxo, um desdobramento da Narco Bet, busca desarticular uma organização criminosa suspeita de movimentar valores ilícitos, incluindo o uso de criptoativos. A investigação indica que os envolvidos se utilizam de um sistema estruturado para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de grande monta e transporte em espécie.

Para camuflar as operações, os suspeitos implementaram um mecanismo conhecido como “escudo de conformidade”, onde artistas e influenciadores digitais se utilizavam de sua visibilidade para encobrir as transações. A defesa de Raphael ressalta que sua ligação com as investigações se limita à prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa, que opera na comercialização de espaços de divulgação online.

Defesa e Legalidade das Transações

A defesa também destaca a legitimação das transações financeiras do influenciador, contrapondo as suspeitas de lavagem de dinheiro. Além disso, as investigações indicam práticas de blindagem patrimonial, envolvendo a transferência de participações societárias a familiares e “laranjas” para esconder a origem dos recursos.

Nesse contexto, a Polícia Federal aponta indícios de conexão do grupo investigado com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A defesa de Raphael afirma que tomará todas as medidas legais disponíveis para reverter a custódia.

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