O Grupo Trebeschi, um dos líderes na produção de tomates in natura no Brasil, deu entrada em um pedido de recuperação judicial por conta de dívidas que totalizam R$ 637 milhões. Esta situação se agrava, considerando que a empresa enfrenta um passivo total de R$ 1,2 bilhão, o que sinaliza desafios significativos em sua operação.
dívidas e desafios financeiros do grupo Trebeschi
Das dívidas apresentadas no processo, R$ 452,6 milhões são referentes a credores quirografários, que não têm garantias reais, tornando a situação ainda mais complicada para os fornecedores do Grupo Trebeschi. A empresa enfrenta um horizonte financeiro desafiador, principalmente desde 2021, quando começou a sentir os impactos de problemas climáticos que reduziram a produção.
Estratégia de recuperação e operações sustentáveis
A recuperação incluída no pedido da Trebeschi envolve a suspensão de cobranças por 180 dias, o que visa dar o fôlego necessário para reorganizar suas finanças. Apesar de sua atual situação, o grupo continua diversificando suas operações em grãos, café e hortaliças, mantendo uma produção sem risco de desabastecimento.
A companhia, que produz mais de 75 mil toneladas de tomates anualmente, está presente em várias regiões do Brasil, incluindo Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Goiás, Bahia e Ceará, cultivando em mais de 17 mil hectares e empregando mais de 3 mil funcionários. A Trebeschi investe continuamente em inovação e práticas sustentáveis, mesmo enfrentando pressões como o aumento do custo dos fertilizantes e a alta taxa de juros.
O papel do Brasil na produção de tomates
Com a produção projetada para ultrapassar 4,4 milhões de toneladas em 2024, o Brasil se posiciona como um dos 10 maiores produtores de tomate do mundo, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Goiás se destaca na produção voltada para o processamento industrial, enquanto São Paulo e Minas Gerais são referências na produção de tomate in natura.
O cultivo de tomate exige elevados investimentos em tecnologia para o manejo eficaz de pragas e doenças. As regiões Sudeste e Centro-Oeste concentram a maior parte da produção, o que evidencia a importância estratégica destas localidades para o setor agrícola brasileiro.

