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CNI aciona Supremo e pede suspensão de MP do frete para caminhoneiros

A confederação do transporte rodoviário está em destaque após a ação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) protocolada no Supremo Tribunal Federal. O objetivo é a suspensão da Medida Provisória que impôs novas regras, ampliando a fiscalização do piso mínimo do frete.

A CNI argumenta que a nova regulamentação apresenta inconstitucionalidades, principalmente no que tange ao tabelamento do frete. A confederação aponta que a metodologia da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não considera a diversidade nas contratações logísticas em um país de grandes dimensões como o Brasil, onde os produtos têm características e valores variados.

Implicações da Nova Medida Provisória

O diretor Jurídico da CNI, Alexandre Vitorino, destacou que a imposição de uma metodologia de preço mínimo, que não condiz com a realidade do mercado, acaba por substituir a dinâmica competitiva por uma uniformização de preços. Isso implica em restrições significativas à liberdade de contratar e à flexibilidade na organização da atividade econômica.

A CNI também enfatiza que essa medida representa um retrocesso no desenvolvimento e competitividade do Brasil, comprometendo sua inserção nas cadeias globais de valor. Além disso, a nova regulamentação pode criar insegurança jurídica, aumento nos custos logísticos e risco de paralisação de embarques.

Detalhes da Medida Provisória

A MP 1.343/26 não apenas intensifica a fiscalização, mas também introduz sanções mais severas para as empresas que não cumprimento. Casos de descumprimento reiterado podem resultar na suspensão cautelar ou até no cancelamento do registro do transportador, impedindo a operação da empresa por até dois anos.

As penalidades para os contratantes podem variar entre R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operações irregulares, e também prevê a responsabilização de sócios ou grupos econômicos. Além disso, a MP estabelece mecanismos para evitar ofertas de frete abaixo do piso mínimo.

Repercussão e Debates no Setor

A ação da CNI trouxe à tona um debate importante sobre as diretrizes a serem seguidas no transporte rodoviário. As medidas discutidas vão além da prática do setor e tocam questões de mercado e liberdade econômica. A ampla fiscalização e rígidas penalidades podem impactar tanto os transportadores quanto os contratantes, com reflexos diretos sobre a logística e a economia.

A comunidade empresarial agora espera por um posicionamento do STF e a análise aprofundada das implicações e das adaptações necessárias no setor, essencial para a manutenção da competitividade e da segurança jurídica no Brasil.

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