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Caso Maya Massafera: AVC pode ter sinais prévios identificáveis

Caso Maya Massafera: AVC pode ter sinais prévios identificáveis

O termo “sinal de alerta de AVC” é frequentemente utilizado na cultura popular para se referir à suspeita de um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Recentemente, a expressão voltou a ser discutida nas redes sociais após a internação da influenciadora Maya Massafera, que utilizou a terminologia.

Apesar de seu uso comum, o termo não tem validade médica. Na prática, quando se menciona “sinal de alerta de AVC”, refere-se muitas vezes a sintomas que podem preceder um AVC definitivo.

De acordo com André Felício, professor e coordenador da Pós-Graduação Latu-Sensu de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas IPEMED, o diagnóstico mais apropriado seria o Ataque Isquêmico Transitório (AIT). Esta condição ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro é temporariamente interrompido.

Os sintomas do AIT podem desaparecer em um curto período, mas servem como um alerta crucial para o risco de um AVC posterior. “Não é um termo médico preciso. Frequentemente, refere-se a um AIT ou a um AVC de pequena extensão. Assim como no AIT, os sintomas desaparecem, mas o episódio é um sinal de alerta e demanda atendimento imediato”, esclarece.

Além disso, existem sinais de alerta que podem indicar que uma pessoa está passando por um AVC, incluindo dificuldade para falar, alterações na visão, perda de força ou formigamento em um dos lados do corpo e dificuldades de caminhada ou equilíbrio.

Tipos de AVC

Os Acidentes Vasculares Cerebrais se dividem em dois tipos, que ocorrem devido a causas distintas:

Leia também: Maya Massafera se pronuncia após hospitalização por suspeita de AVC | CNN Brasil

Como prevenir o AVC?

A neurologista Carolina Alvarez enfatiza que manter um estilo de vida saudável é essencial para evitar acidentes vasculares cerebrais, também conhecidos como derrame. “Evitar fumar, praticar atividades físicas, ter uma alimentação equilibrada e controlar pressão alta, diabetes e colesterol são hábitos que ajudam a reduzir o risco cardiovascular“, explica Alvarez.

Adicionalmente, mesmo que o uso de hormônios possa ser um fator que aumenta o risco, não significa que a terapia hormonal deva ser descartada. “Com avaliação individualizada e acompanhamento adequado, é possível determinar o tipo, a dose e a forma de administração mais indicada para cada pessoa”, complementa a neurologista.

Leia também: Maya Massafera: tratamento hormonal pode aumentar o risco de AVC | CNN Brasil

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