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Caiado diverge da direita e afirma apoio a lei contra misoginia

Caiado diverge da direita e afirma apoio a lei contra misoginia

Ronaldo Caiado apoia combate à misoginia, declarando sua posição favorável ao projeto de lei que tipifica a misoginia.

Compromisso com a dignidade feminina

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado (PSD), disse nesta terça-feira (21) que é favorável ao PL que tipifica a misoginia e a equipara ao crime de racismo. “Eu fico espantado de ver qual é a dificuldade. Eu sou um homem que governei dando dignidade às mulheres. Toda campanha que vier para empoderar a mulher, para coibir qualquer agressão à mulher, eu me coloco favorável”, afirmou Caiado durante conversa com jornalistas em São Paulo.

Discursando a favor da dignidade feminina

Caiado também comentou que é importante não opinar apenas sobre o termo “misoginia”, mas sim sobre o conteúdo e implicações do projeto de lei. Ele enfatizou: “Briga de marido e mulher se mete algema nesse covarde. Sou um defensor para que a gente evolua no combate à misoginia e feminicídio. Isso não é uma discussão ideológica, é civilizatória.” Essa declaração destaca seu compromisso com a proteção das mulheres e a luta contra a violência de gênero.

Diferenças entre os pré-candidatos

Ao se posicionar favoravelmente ao conteúdo do PL da misoginia, Caiado destoa dos demais pré-candidatos de direita que visam comandar o Executivo Federal. Por exemplo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que votou a favor do projeto durante a deliberação no plenário do Senado, defende que o texto receba ajustes, considerando a definição da palavra como “ampla e imprecisa”. Já o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se opõe completamente ao projeto, alegando que ele pode ferir a liberdade de expressão.

O que propõe o PL da misoginia

Aprovado pelo Senado sob a relatoria de Soraya Thronicke (PSB-MS), o projeto define misoginia como “a conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino”. Com isso, propõe alterar a Lei do Racismo para tipificar a misoginia como crime de discriminação. As penas para o crime variam de 2 a 5 anos de reclusão, acrescidos de multa. Apesar das ressalvas de senadores da oposição, o texto foi aprovado por unanimidade, refletindo um movimento em direção ao fortalecimento dos direitos das mulheres. Atualmente, o projeto tramita na Câmara dos Deputados e aguarda despacho do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). Se aprovado, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).