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Café arábica avança 1,83% em Nova York por temor de oferta limitada

Café arábica avança 1,83% em Nova York por temor de oferta limitada

Os contratos futuros do café arábica fecharam em alta na sessão desta quarta-feira (14) na bolsa de Nova York, impulsionados pelas preocupações com a oferta global. O contrato para entrega em dezembro avançou 1,83%, cotado a US$ 2,98 por libra-peso. A oferta de café arábica é um fator-chave que tem atraído a atenção dos investidores recentemente.

Segundo a Barchart, o mercado segue atento à redução da produção colombiana e aos possíveis impactos do fenômeno climático El Niño sobre as principais regiões produtoras de café. As condições climáticas na América do Sul e na Ásia também estão no radar dos investidores, diante dos riscos de alterações no regime de chuvas e de temperatura.

Na Colômbia, a produção de café na safra 2025/26, que começou em outubro de 2025 e termina em setembro de 2026, caiu 15% em relação ao ciclo anterior, para 12,65 milhões de sacas, conforme os dados foram divulgados pela Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia. No mesmo período, as exportações colombianas recuaram 12%, para 11,78 milhões de sacas. O país é o segundo maior produtor mundial de café arábica, e a redução da oferta contribui para sustentar as cotações internacionais.

Outro fator de atenção é a possibilidade de o El Niño afetar a próxima safra brasileira. Segundo a empresa de comercialização de café Commercial, o fenômeno pode atrasar as chuvas no Brasil neste mês, período importante para a floração dos cafezais. Caso as precipitações sejam insuficientes ou ocorram fora do período esperado, o desenvolvimento das lavouras poderá ser prejudicado, com reflexos sobre a safra 2026/27.

Perspectivas do Mercado de Cacau

A perspectiva de maior demanda e os problemas climáticos na África Ocidental mantiveram os preços internacionais do cacau em trajetória positiva. Em Nova York, as cotações alcançaram o maior nível em um mês, enquanto em Londres atingiram a máxima em seis semanas.

Na bolsa de Nova York, o contrato futuro do cacau para entrega em dezembro encerrou o pregão com valorização de 0,03%, negociado a US$ 5.735 por tonelada. Segundo a Barchart, o avanço foi sustentado por dados que apontam aumento no processamento da amêndoa. O Conselho de Cacau da Malásia e o Grupo de Fabricantes de Cacau informaram que a moagem malaia cresceu 47% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, para 89.414 toneladas.

Os números globais de moagem referentes ao terceiro trimestre seriam divulgados na quinta-feira (15). As expectativas do mercado apontavam crescimento de 15% na Ásia, recuo de 3,9% na Europa e estabilidade na América do Norte. A evolução do processamento é acompanhada pelos investidores como um indicador da demanda por cacau.

Por outro lado, a valorização do dólar limitou os ganhos da commodity. Na quarta-feira, o índice da moeda norte-americana atingiu o maior patamar em um ano e meio, o que tende a encarecer produtos negociados em dólar para compradores que utilizam outras moedas.

As condições climáticas na Costa do Marfim também seguem no radar. Chuvas intensas têm dificultado o acesso às plantações justamente no início da colheita, além de bloquear estradas e danificar pontes. Os problemas logísticos atrasam o transporte das amêndoas até os portos e podem comprometer o ritmo de entrega do cacau ao mercado internacional.

Desempenho do Açúcar no Mercado

Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão em queda na bolsa de Nova York, pressionados pelo fortalecimento do dólar e pela liquidação de posições compradas por investidores. Segundo a Barchart, os preços perderam os ganhos registrados no início do pregão e passaram a operar em forte baixa ao longo da sessão.

O contrato do açúcar com vencimento em março terminou o dia com desvalorização de 1,28%, cotado a 20,84 centavos de dólar por libra-peso. A valorização do índice do dólar, que atingiu o maior patamar em um ano e meio, incentivou os investidores a reduzir a exposição aos contratos futuros da commodity.

A Barchart também destacou que o posicionamento elevado de fundos de commodities em posições compradas no mercado de açúcar em Nova York pode ampliar as perdas. Isso ocorre porque uma eventual intensificação das vendas para encerrar essas posições tende a aumentar a pressão baixista sobre as cotações.

Outros Produtos em Alta

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja com vencimento em novembro encerrou a sessão na Bolsa de Nova York em alta de 0,42%, cotado a US$ 1,42 por libra-peso.

Algodão

Os contratos futuros do algodão encerraram o dia em leve alta na Bolsa de Nova York, em que o vencimento para entrega em dezembro avançou 0,19%, cotado a 80,66 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a Barchart, o relatório semanal de acompanhamento das lavouras dos Estados Unidos mostrou que 82% da safra de algodão já havia atingido a abertura das maçãs até domingo. A colheita alcançou 31% da área, dois pontos percentuais acima da média histórica.

No Texas, principal estado produtor da fibra no país, os trabalhos de colheita chegaram a 38%, quatro pontos percentuais acima da média para o período.

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