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Brasil seguirá relevante mesmo com custos mais altos para negócios

Brasil seguirá relevante mesmo com custos mais altos para negócios

A escalada da guerra no Oriente Médio e seus efeitos no comércio brasileiro

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), Luís Rua, avalia que ainda é cedo para medir todos os desdobramentos da escalada da guerra no Oriente Médio sobre o comércio exterior brasileiro, mas afirma que o país deve manter posição estratégica no abastecimento da região, mesmo diante de um eventual aumento de custos.

“Precisamos ver ainda quais serão os desdobramentos, mas entendo que mesmo com custos transacionais eventualmente mais altos, o Brasil continuará sendo importante para apoiar na segurança alimentar. Aliás, nosso papel passa a ser ainda mais importante”, afirmou à CNN.

Importância das exportações brasileiras para o Oriente Médio

Dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram o peso da relação comercial com o Oriente Médio. O milho responde por 20,8% das exportações brasileiras para a região. Açúcares e melaços somam 17,4%. As carnes de aves representam 14,5%.

A avaliação dentro do governo é que, mesmo com a pressão sobre fretes, seguros e energia, a demanda por alimentos tende a se manter estruturalmente elevada. Isso coloca o Brasil em uma posição privilegiada, capaz de atender a um mercado que já enfrenta desafios significativos devido ao conflito.

Consequências do conflito e volatilidade do mercado

A escalada do conflito ganhou força no final de semana, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques coordenados contra alvos iranianos, resultando em uma situação cada vez mais tensa na região. Relatórios confirmam que o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, foi morto durante os ataques, refletindo a gravidade da situação.

Milhares de pessoas também morreram e essa realidade compactua com o crescimento da volatilidade nos preços do petróleo. Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, o conflito deve durar ainda mais três ou quatro semanas, o que poderia gerar alterações nas rotas de comércio e no escoamento de produtos essenciais.

Brasil como fornecedor estratégico

O cenário reacendeu o alerta sobre possíveis impactos nas rotas marítimas estratégicas do Golfo e do Mar Vermelho, corredores relevantes para o comércio global e para a logística de energia, fertilizantes e alimentos. Apesar dos desafios, a expectativa é que o Brasil continue a desempenhar um papel crítico na segurança alimentar do Oriente Médio.

A continuação da demanda por commodities brasileiras pode demonstrar que, mesmo em tempos de crise, a relação comercial com o Oriente Médio será cruciale fundamental para ambos os lados, enfatizando a resiliência do mercado brasileiro mesmo nas adversidades.