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Assassinato de líder pataxó hã-hã-hãe choca em Brumadinho

Foto: divulgação

Na manhã de segunda-feira (4), uma trágica notícia abalou a comunidade indígena em Brumadinho (MG): o assassinato do cacique Merong Kamakã Mongoió, uma liderança proeminente do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe, reverberou a indignação e o luto entre os povos originários e defensores dos direitos indígenas. Segundo relatos de um colaborador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Minas Gerais, pouco antes de sua morte, Merong havia expressado seu desejo de “expandir as lutas” em uma conversa datada de 25 de fevereiro, evidenciando seu compromisso inabalável com a causa indígena.

Merong destacou-se como um dos principais ativistas na iniciativa de Retomada Kamakã Mongóio, situada no Vale do Córrego de Areias, em Brumadinho. A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em comunicado, iluminou o papel vital de Merong não só na defesa do seu povo mas também no apoio a outras comunidades, incluindo os Kaingang, Xokleng e Guarani.

Natural de Contagem (MG), Merong se mudou ainda criança para a Bahia, onde começou sua trajetória como liderança. Seu legado inclui participações significativas no Rio Grande do Sul, engajando-se na Ocupação Lanceiros Negros, que auxiliou nas retomadas Xokleng Konglui, em São Francisco de Paula, e Guarani Mbya, em Maquiné. A Funai expressou sua profunda consternação pela perda, estendendo condolências à família e amigos do líder.

O assassinato de Merong reacende o foco na defesa territorial, uma questão vital para os Pataxó Hã-Hã-Hãe, que possuem comunidades na Reserva Indígena Caramuru-Paraguassu e na Terra Indígena Fazenda Baiana, ambas situadas na Bahia. Este episódio sombrio segue uma série de ataques contra líderes indígenas, destacando os riscos enfrentados por aqueles que lutam pela preservação de suas terras e culturas.

Um episódio anterior similar ocorreu em dezembro do ano passado, como reportado pela Agência Brasil, quando o cacique Lucas Kariri-Sapuyá foi morto em uma emboscada. Outras lideranças, como o pajé e Maria de Fátima Muniz de Andrade, conhecida como Nega Pataxó, também foram vítimas de ataques violentos, sublinhando um padrão alarmante de violência contra os povos indígenas.

Esforços para obter comentários da Secretaria de Segurança de Minas Gerais sobre esses casos recentes permaneceram sem resposta, destacando a urgência de uma solução para a violência que assola essas comunidades. A perda de Merong Kamakã Mongoió não é apenas um golpe para os Pataxó Hã-Hã-Hãe, mas um chamado à ação para todos que defendem os direitos e a dignidade dos povos indígenas no Brasil.

Fonte: https://portalmanausalerta.com.br/lula-propoe-mocao-da-celac-a-onu-pelo-fim-do-genocidio-em-gaza/

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