Minas Gerais enfrenta uma tragédia com fortes temporais, que resultaram em mais de 36 mortes na região da Zona da Mata. O impacto foi devastador, especialmente nos municípios de Ubá e Juiz de Fora, onde um estado de calamidade pública foi decretado. Entre os dias 23 e 24, o volume de chuvas históricos causou o transbordamento de rios e deslizamentos de terra, isolando diversos bairros.
A cidade de Ubá, em particular, sofreu gravemente. A prefeitura confirmou seis óbitos e a Defesa Civil registrou 170 mm de chuva em apenas três horas. Imagens mostram que o rio Ubá atingiu 7,82 metros, provocando a maior inundação em 40 anos.
A Gravidade da Situação em Ubá
O vice-prefeito de Ubá descreveu o cenário como um verdadeiro “cenário de guerra”. Uma das situações mais dramáticas foi a inundação do Departamento de Assistência Social João de Freitas, que abriga 16 idosos. Vídeos mostram os idosos flutuando em colchões, sendo resgatados por barcos e pela comunidade local.
No centro de Ubá, a força das águas estourou as portas de uma funerária, arrastando urnas vazias que flutuavam nas ruas. A situação é crítica, e o Corpo de Bombeiros continua as buscas por desaparecidos, além de atuar na desobstrução de pontes e vias que cederam durante o temporal.
Antecipação de Recursos para Recuperação
Para ajudar na recuperação, o governo de Minas Gerais anunciou a antecipação de R$ 8 milhões para Ubá e R$ 38 milhões para Juiz de Fora, com foco em ações de recuperação e apoio às famílias afetadas. O estado também declarou luto oficial de três dias.
A Defesa Civil e o Inmet mantêm um alerta de “grande perigo” na região, devido à saturação do solo, que aumenta o risco de novos deslizamentos e inundações, mesmo com chuvas mais leves.
Mortes e desabrigados: o que sabemos sobre chuvas em Juiz de Fora (MG)