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Amazonas registra aumento alarmante de casos de febre do Mayaro e Oropouche em curto período de tempo, revela FVS.

Febre do Mayaro é transmitida pelo mosquito do gênero Haemagogus, mas já houve comprovação em laboratório da possiblidade de infecção do Aedes aegypti pelo MAYV — Foto: Pixabay/Divulgação

Amazonas registra quase 200 casos de febre do Mayaro e Oropouche durante o período de dezembro a 4 de janeiro, de acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). A FVS-AM divulgou uma nota técnica recomendando maior vigilância em saúde e prevenção dessas febres no estado.

A febre do Mayaro e a febre Oropouche são causadas por vírus com o mesmo nome, que são responsáveis por essas doenças. Os sintomas das duas febres são semelhantes aos de arboviroses, como a dengue e a chikungunya. A transmissão dessas febres não ocorre de pessoa para pessoa diretamente, segundo a FVS-AM.

No entanto, o Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), que faz parte da FVS-RCP, identificou, durante o período de dezembro de 2023 até quinta-feira (04/01), 199 casos de febre oropouche. Desses casos, 94,9% (189) foram registrados em Manaus, 2,5% (5) em Presidente Figueiredo, 1% (2) em Maués, 1% (2) em Tefé e 0,5% (1) em Manacapuru. Até o momento, não foram detectados casos de febre do Mayaro.

Durante esse período sazonal de arboviroses no Amazonas, que coincide com a estação chuvosa, a nota técnica contém orientações para as vigilâncias em saúde municipais, abordando o panorama epidemiológico, sintomas, transmissão, diagnóstico, registro de amostras, tratamento, além de medidas de prevenção e controle dessas duas febres.

Tatyana Amorim, diretora-presidente da FVS-RCP, ressalta que intensificar a vigilância epidemiológica é uma estratégia para enfrentar as doenças transmitidas por vetores, que tendem a aumentar durante o período chuvoso. “É importante que a vigilância em saúde esteja ainda mais alerta. A cooperação entre o governo estadual, os governos municipais e a população é fundamental para fortalecer a capacidade de resposta”, afirma.

Febre do Mayaro e Oropouche
A febre do Mayaro é transmitida pela picada de mosquitos infectados que se alimentaram do sangue de primatas (macacos) ou humanos infectados com o vírus Mayaro. O homem é considerado um hospedeiro acidental quando frequenta o habitat natural dos hospedeiros e vetores silvestres infectados.

Os casos suspeitos incluem sintomas de febre, dor nas articulações, inchaço nas articulações, acompanhados de dor de cabeça, dor muscular e erupção cutânea espalhada pelo corpo, e a pessoa teve exposição nos últimos 15 dias (ou reside) em áreas silvestres, rurais ou de mata.

Já a febre Oropouche é uma arbovirose transmitida pelo mosquito Culicoides paraensis, também conhecido como maruim. Outros vetores também podem transmitir o vírus. Os hospedeiros do vírus são primatas e bichos-preguiça. Os sintomas são semelhantes aos da dengue, como dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, tonturas, náuseas e diarreia.

Prevenção
As medidas de prevenção contra as febres do Mayaro e Oropouche envolvem evitar picadas de mosquitos infectados. Ao entrar em áreas de mata e à beira de rios (principalmente entre 9 e 16 horas), é recomendado o uso de repelentes, roupas compridas e o uso de cortinas e mosquiteiros em áreas rurais e silvestres.

No caso específico da febre Oropouche, a eliminação de criadouros inclui a remoção de acúmulos de lixo, a limpeza de terrenos, lajes, caixas d’água e cisternas, além de inspecionar e eliminar qualquer tipo de água parada que possa servir de local para o mosquito depositar ovos.

Fonte: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2024/01/08/amazonas-registra-quase-200-casos-de-febre-do-mayaro-e-oropouche-em-pouco-mais-de-um-mes-aponta-fvs.ghtml

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