As ações da Embraer estão em ascensão, destacando-se no mercado brasileiro de aviação nesta segunda-feira (10), enquanto a maioria das empresas listadas na bolsa enfrenta declínios.
Na manhã de hoje, por volta das 11h45, os papéis da Embraer apresentavam alta de cerca de 7,4%, cotados próximo a R$ 99. Durante o pregão, o valor das ações da empresa chegou a ultrapassar R$ 100, marcando um impressionante avanço de quase 9%.
Embora a Embraer lidere a alta, o Índice Bovespa (Ibovespa) opera em queda, com uma perda de 0,2% nesta sessão.
A valorização das ações da fabricante de aviões é impulsionada por recentes divulgações, incluindo um balanço trimestral otimista e o aumento das previsões anuais da empresa.
No comunicado divulgado, a Embraer informou que revisou suas projeções de margem e fluxo de caixa para 2026.
Para 2026, o grupo espera uma margem Ebit (lucro antes de juros e tributos) ajustada entre 10% e 10,6%, superando a expectativa anterior, que variava entre 8,7% e 9,3%.
A expectativa de fluxo de caixa livre ajustado também foi elevada, passando para US$ 400 milhões ou mais para o ano, em comparação com a previsão anterior de US$ 200 milhões ou mais.
A Embraer mantém suas outras estimativas para 2026, incluindo a entrega de 80 a 85 aeronaves do segmento de aviação comercial e entre 160 e 170 aeronaves da aviação executiva. A receita projetada está entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões.
Esse aumento nas previsões ocorre após a divulgação de um balanço otimista, sendo bem recebido pelo mercado na manhã de hoje.
A fabricante registrou um lucro líquido ajustado de R$ 1,11 bilhão no segundo trimestre de 2026, um crescimento de cerca de 25% em comparação a R$ 890,3 milhões do mesmo período do ano passado.
O EBITDA ajustado atingiu R$ 1,81 bilhão, superando os R$ 1,39 bilhão do ano anterior, enquanto a receita aumentou para R$ 11,34 bilhões, representando um crescimento de 10% em relação ao ano passado, atingindo um recorde histórico para o segundo trimestre.
Conforme reportado pela empresa, os impactos das tarifas de importação dos EUA totalizaram US$ 8 milhões durante o trimestre, além da contabilização de um crédito tributário extraordinário de US$ 68 milhões.
No segundo trimestre, a Embraer entregou 65 aeronaves, sendo 20 jatos comerciais e 45 executivos, um volume 7% superior ao do ano anterior. A carteira de pedidos firmes cresceu 16%, estabelecendo um novo recorde histórico de US$ 34,5 bilhões.
Após os anúncios, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirmou que a companhia deverá apresentar um desempenho positivo nos próximos anos, impulsionada pela melhoria na rentabilidade e na capacidade de produção.
Os executivos da empresa esperam que, até 2030, a Embraer consiga alcançar uma capacidade de produção de 110 a 120 aviões comerciais por ano, com melhorias contínuas na produção a partir de 2027. “Estamos muito otimistas com relação aos próximos anos”, afirmaram.
*Com informações da Reuters
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