O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, destacou nesta sexta-feira (31) sua ambição de reduzir a taxa de homicídios no Brasil a 10.000 por ano. Em entrevista à CNN Brasil, ele apresentou essa meta como uma solução realista e alcançável, considerando que a redução para 5.000 homicídios anuais representa um desafio significativo, já que tais números não são vistos no país há décadas. Com isso, Santos acredita que alcançar a meta de 10.000 seria uma “vitória objetiva”.
Os dados do Atlas da Violência mostram que o Brasil registrou 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, o que equivale a quase 20 assassinatos a cada 100 mil habitantes. Em um cenário tão alarmante de violência, o candidato ressaltou a necessidade de um plano eficaz e a disposição de assumir responsabilidades caso não consiga alcançar os objetivos estabelecidos.
Compromissos de responsabilidade
Questionado sobre o que faria se não cumprisse as metas de segurança estabelecidas durante seu eventual governo, Renan manifestou sua disposição em reconhecer os erros. “Se eu não atingir a meta, prefiro ser julgado pelos meus pares como alguém que falhou. Vamos fazer uma correção de rota e, ao ver que não sou um líder bom o suficiente, não concorro mais à Presidência. Essa é a vergonha na cara que tem que ter”. Ele acredita que a transparência e a honestidade são essenciais para um verdadeiro líder, o que mostra uma postura responsável em relação ao futuro da segurança pública no Brasil.
Relação e inspirações na política internacional
Durante a entrevista, Santos também comparou suas políticas de segurança com as do presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Ele elogiou as ações de Bukele, mas criticou o modelo de reeleição indefinida que foi aprovado recentemente em El Salvador. Santos afirmou: “No aspecto da reeleição infinita, Bukele não é uma referência a ser seguida. Não acho que é uma ditadura, mas é uma questão de saber se ele vai resistir a essa tentação. Espero que resista, mas se não, não será exemplo”. Essa declaração reforça seu compromisso com a democracia e a ética na política.
Desafios da segurança pública no Brasil
Os desafios estruturais na segurança pública do Brasil são enormes. As altas taxas de homicídios são apenas a ponta do iceberg de uma questão mais ampla que inclui desigualdade social, falta de oportunidades e o tráfico de drogas. Renan Santos precisa apresentar um plano detalhado que não apenas foque na redução de homicídios, mas que também aborde as causas subjacentes que perpetuam a violência.
A abordagem integrada é crucial para que o Brasil possa avançar em segurança pública. Soluções que incluam educação, saúde mental e programas sociais podem ser complementares a qualquer estratégia voltada para o controle da criminalidade. Portanto, a formulação de políticas públicas deve ser abrangente, levando em consideração as diferentes dimensões que afetam a violência no país.
À medida que as eleições se aproximam, o desafio de Renan Santos não é apenas atingir números, mas também de garantir que as estratégias adotadas sejam sustentáveis e respeitem os direitos humanos. A sociedade irá avaliar não apenas os resultados, mas também a qualidade das medidas implementadas durante seu governo.

