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À CNN, Dallagnol relata clima tenso em debate na Band

À CNN, Dallagnol relata clima tenso em debate na Band

No primeiro debate do segundo turno entre os candidatos à presidência da República, a tensão foi palpável, refletindo não apenas no palco, mas também nos bastidores. O evento, transmitido pela TV Bandeirantes no domingo (18), se destacou por momentos de nervosismo, especialmente entre os apoiadores do candidato Lula.

O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), em uma entrevista ao Bastidores CNN nesta quarta-feira (21), revelou a atmosfera carregada que predominava no início do evento. Segundo Dallagnol, os envolvidos na campanha de Lula estavam particularmente tensos, esforçando-se para evitar erros durante a disputa.

“O que eu notei foi que o pessoal do lado do Lula foi ficando mais nervoso, mais agressivo conforme o debate se desenvolvia,” comentou Dallagnol. Ele também se referiu à conduta da primeira-dama, Rosângela da Silva, que chamou a atenção durante o debate.

“Eu vi, testemunhei a Janja fingindo que espirrava enquanto falava ‘mentira’. Passei a gravar e circulou uma gravação que eu fiz dela ‘espirrando’ uma segunda vez, tomando uma bronca da pessoa que cuidava do auditório,” relatou o ex-procurador.

Adicionalmente, Dallagnol destacou ter flagrado o ministro chefiando a Secom, Sidônio Palmeira, passando orientações escritas para Lula durante o debate. Ele comparou a situação a um técnico de futebol desesperado com o mau desempenho do seu time, enfatizando que Sidônio forneceu dicas ao presidente sobre o que deveria dizer.

“Vi um pessoal [do lado petista] muito nervoso e, no final, eles estavam com expressões preocupadas,” afirmou Dallagnol, salientando que sua observação era corroborada por outros presentes.

Desempenhos e Comparações

No que diz respeito ao desempenho dos candidatos, Dallagnol elogiou o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL), avaliando que foi superior ao de Lula: “A avaliação geral das próprias pessoas que acompanhavam é que Flávio foi muito melhor do que Lula.”

Questionado sobre a estratégia da campanha de Lula, que parece buscar aumentar a rejeição de Flávio, Dallagnol fez uma crítica contundente. Ele externalizou sua visão de que a direita estava mais focada em construir propostas e debater temas, enquanto a esquerda estaria utilizando táticas de agressividade e disseminação de notícias falsas.

“A gente vê uma direita buscando construir propostas, debater temas, com críticas, naturalmente ao governo, mas você não vê agressividade, você não vê uma campanha de fake news e desconstrução da forma como a esquerda está fazendo,” disse Dallagnol, garantindo que as alegações de que Flávio acabaria com programas sociais são totalmente infundadas.

O ex-procurador ressaltou, ainda, que a campanha oposicionista estaria evitando explorar a biografia de Lula, pois esta um tanto quanto “problemática”, considerando o histórico ligado à Operação Lava Jato.

Prioridades no Senado Federal

Dallagnol, que assumirá seu cargo de senador em 2027, delineou suas principais prioridades, que incluem segurança pública, combate à corrupção e as finanças públicas. No contexto da segurança, ele apoiou propostas como a redução da maioridade penal, medidas drásticas contra abusadores sexuais, além da tipificação de organizações criminosas como terroristas.

“A gente precisa que o criminoso fique na cadeia. Hoje a gente tem um sistema que não funciona para colocar o criminoso de rua na cadeia,” afirmou Dallagnol, enfatizando a necessidade de reformas no sistema penal.

Referente ao combate à corrupção, Dallagnol defendeu a restauração da prisão em segunda instância, o fim do foro privilegiado e o reconhecimento da corrupção como crime hediondo. Ele não hesitou em manifestar opiniões firmes sobre a necessidade de um processo de impeachment constitucional contra ministros do Supremo, citando especificamente o ministro Alexandre de Moraes.

Expectativas e Situação no TSE

Em relação ao julgamento corrente no Tribunal Superior Eleitoral sobre sua elegibilidade, Dallagnol declarou que enfrenta a questão com serenidade. Ele reconheceu que, para alguns, a situação pode ser vista como uma verdadeira montanha-russa.

“Ainda que evidentemente para nós seja uma espécie de montanha-russa,” declarou, enfatizando que já recebeu confirmações de sua candidatura por parte do Ministério Público do Paraná, do Ministério Público de Brasília e da Justiça Eleitoral do Paraná.

“A população está do nosso lado, tem nos honrado, tem demonstrado não só uma confiança no nosso trabalho, mas disposição de caminhar conosco nesses altos e baixos,” completou Dallagnol, reiterando sua expectativa positiva em relação ao TSE, que deverá analisar mais de 15 mil páginas do processo e tomar uma decisão alinhada aos órgãos técnicos que já se manifestaram a favor de sua posse.

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