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Colar de R$ 2 milhões dado a Neymar revela esquema de receptação

Em 2025, um colar avaliado em cerca de R$ 2 milhões, dado pelo influenciador Buzeira ao jogador Neymar, destacou-se não apenas por seu valor, mas também por ser a ponta do iceberg que levou à investigação de uma complexa rede de receptação de joias no estado de São Paulo. A atenção da Polícia Civil foi chamada, resultando em operações que expuseram um esquema ilícito de roubo e comercialização de ouro.

A Investigação que Desencadeou a Operação Ouro Reverso

A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo à CNN Brasil. Importante ressaltar que Neymar não é alvo das investigações, pois ele teria recebido o colar como presente. A Operação Ouro Reverso, da qual a investigação faz parte, visava desmantelar redes que atuam na receptação de alianças e outras joias preciosas.

Neste novo desdobramento da operação, deflagrado em 24 de janeiro, os policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) cumpriram quatro mandados de prisão e realizaram 28 busca e apreensões em São Paulo e em Guarulhos, na Grande São Paulo. O avanço nas investigações resultou ainda no bloqueio de aproximadamente R$ 34 milhões em bens e valores relacionados aos investigados.

Como Era Estruturado o Esquema de Roubo e Receptação

De acordo com a Polícia Civil, o grupo suspeito atuava em várias etapas do crime: desde o roubo das joias até a sua receptação e comercialização. Um dos focos da investigação está na região conhecida como “Círculo de Fogo”, situada no coração de São Paulo. As empresas na área estavam implicadas na compra de joias provenientes de crimes e, em seguida, no derretimento do ouro, dificultando assim a identificação dos produtos e a rastreabilidade da origem ilícita.

A pesquisa da polícia conseguiu identificar diversos elos dessa cadeia criminosa, incluindo não apenas os suspeitos dos roubos, mas também os estabelecimentos que recebiam e processavam o ouro roubado. Nesse cenário, o colar que foi presenteado a Neymar tornou-se um ponto de partida crucial nas apurações, levando à identificação de receptadores desde 2025.

Desdobramentos da Operação e Repercussão Pública

A primeira fase da Operação Ouro Reverso havia ocorrido em maio de 2025, resultando na prisão de Rony Gonçalves, um dos principais negociadores de itens de ouro roubados, segundo a polícia. As investigações indicam que Gonçalves integrava um esquema maior, supostamente liderado por Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como “Mainha do Ouro”, a qual teria dado suporte a quadrilhas envolvidas em atividades delituosas.

A mais recente fase da operação busca colher mais evidências e desvendar outros membros da estrutura criminosa, principalmente aqueles que tinham envolvimento na receptação e comercialização do ouro obtido de maneira ilegal. A coordenação da operação está sob responsabilidade do DEIC, com a colaboração de auditores da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo e avaliadores da Caixa Econômica Federal.

A repercussão desse caso não se limita ao mundo do crime; ela envolve também celebridades e influenciadores, trazendo à tona discussões sobre a origem de bens de alto valor e as implicações legais que podem surgir em casos semelhantes. A situação serve como um alerta para a sociedade, ressaltando a necessidade de maior vigilância e responsabilidade na hora de aceitar presentes valiosos e a importância de se conhecer a procedência dos mesmos.