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Empresária que morreu após plásticas gastou R$118 mil em procedimentos

Empresária que morreu após plásticas gastou R$118 mil em procedimentos

A morte inesperada de Andreia Vieira após procedimentos estéticos em Goiânia gerou uma onda de especulações e preocupações sobre a segurança das cirurgias plásticas no Brasil. A empresária, que tinha apenas 35 anos, faleceu poucas horas após realizar uma série de cirurgias que custaram R$118 mil. Segundo relatos, a equipe médica não conduziu uma consulta pré-operatória adequada, o que levantou sérias questões sobre a ética e a responsabilidade na prática de procedimentos estéticos.

De acordo com sua irmã, Djiane Vieira, Andreia passou por uma longa jornada cirúrgica que incluiu ritidoplastia facial profunda, frontoplastia com redução de testa, mentoplastia óssea e blefaroplastia superior. A combinação desses procedimentos exigiu o uso de anestesia geral, com a cirurgia durando cerca de oito horas. O que era para ser um processo estético, no entanto, terminou em tragédia.

Complicações Pós-Cirúrgicas e Negligência Médica

Djiane informou que a irmã apresentou complicações logo após deixar o centro cirúrgico. Segundo ela, Andreia não conseguia fechar a boca devido ao inchaço na língua, algo que o médico considerou normal no pós-operatório. Contudo, o que mais preocupou a família foi a aparente negligência na observação do estado de saúde de Andreia após a cirurgia. Djiane destacou que, quando a condição da irmã piorou, não houve a devida prontidão por parte da equipe médica para atendê-la com urgência.

A família de Andreia registrou uma representação criminal junto ao Ministério Público de Goiás, argumentando que falhas no procedimento e na assistência pós-operatória contribuíram para o desfecho trágico. A equipe médica, segundo o relato, não conduziu os cuidados necessários apesar da deterioração do estado de saúde da paciente.

Histórico Médico Inadequado

Ainda mais alarmante é o histórico médico de Andreia. Antes da cirurgia, ela havia realizado exames pré-operatórios na Espanha que indicaram a presença de doenças como a Doença de Lyme e Brucelose. Os resultados foram apresentados à equipe médica uma vez retornando ao Brasil, mas segundo a representação, não houve uma investigação adequada das implicações desses resultados.

Segundo relatos, o médico afirmou que o histórico médico não representava um risco e não seria uma barreira para os procedimentos estéticos planejados. Isso levanta questões sobre a formação e a responsabilidade dos profissionais que atuam nesse campo. A falta de uma consulta presencial antes da cirurgia, onde Andreia só conheceu o médico no dia do procedimento, também é uma preocupação significativa.

Investigação e Pedidos de Esclarecimento

Após a morte de Andreia, seu corpo foi enviado ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), onde foram encontrados indícios preocupantes, como secreção nas vias aéreas e infartos pulmonares, que divergiam da causa de morte registrada no documento civil. A família pediu uma perícia médico-legal independente para esclarecer as circunstâncias e a verdadeira causa da morte.

O pedido de investigação abrange não apenas as ações realizadas pelo médico e pela equipe, mas também as condições estruturais do hospital onde os procedimentos ocorreram. A defesa está especialmente preocupada com a preservação de documentação médica, prontuários e imagens de câmeras de segurança que possam contribuir para a apuração dos fatos.

O caso de Andreia Vieira destaca um problema recorrente na área da cirurgia plástica, que é a necessidade de regulamentação e supervisão mais rigorosas. A ausência de controle pode levar a tragédias e à comprometimento da saúde das pacientes.

A CNN Brasil tentou contato com o hospital e o médico responsáveis pela cirurgia, além do Ministério Público de Goiás e do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás, mas até o momento não obteve retorno, mostrando a gravidade da situação e de como cada parte envolvida deve responder às responsabilidades em casos de complicações médicas.