A mulher de 41 anos que faleceu em São Paulo após um exame de colonoscopia, Mariana dos Santos Candido, expressou medo antes de realizar o procedimento. Essa trágica situação levanta questões sobre a segurança e os riscos associados a esse exame.
Mariana realizou a colonoscopia pela primeira vez no Hospital Municipal Professor Doutor Alípio Corrêa Netto, situado no bairro Ermelino Matarazzo. A tia dela, Mara Pongelupi, revelou que o exame era uma prática comum na família devido ao histórico de câncer de reto. Quando Mariana ligou para a tia, estava preocupada, afirmando estar “morrendo de medo” do procedimento.
O exame e suas complicações
No dia do exame, Mariana foi acompanhada pela mãe e pela filha de 9 anos, quem aguardaram ansiosamente enquanto o procedimento era realizado. Após uma espera muito maior do que o normal, ficaram alarmadas ao saber que Mariana teve o intestino perfurado e foi levada às pressas para uma cirurgia.
As informações passadas à família foram escassas. Durante a cirurgia, foi revelado que 50% do intestino havia sido afetado. Mariana saiu da UTI em coma induzido, sendo entubada e necessitando de ventilação mecânica. Infelizmente, na quarta-feira seguinte, ela faleceu, deixando a família devastada.
Reações da família e hospital
A tia Mara expressou sua frustração e desamparo em relação à falta de apoio do hospital. Quando a família buscou satisfação, recebeu a informação de que o médico e o laboratório eram terceirizados, e até o momento, ninguém da equipe hospitalar havia contatado a família para oferecer assistência.
A mãe de Mariana ficou tão desolada que foi pedida a ela que deixasse o hospital por estar gritando em desespero ao descobrir sobre a morte da filha. O tratamento da família, segundo Mara, deixou muito a desejar, em um momento já tão doloroso.
A investigação do caso
A Secretaria Municipal da Saúde lamentou a morte de Mariana e anunciou que o caso está sendo analisado em conjunto com a direção do hospital. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo registrou a morte como suspeita, mas sem indícios de criminalidade, e o corpo foi enviado ao IML para necropsia.
Esse triste episódio não apenas acarretou a perda de uma mãe e de um pilar familiar, mas também destacou a importância de garantir a segurança em procedimentos médicos, especialmente aqueles que como a colonoscopia, são tão comuns. É essencial que os pacientes recebam informações claras e que a equipe de saúde esteja preparada para lidar com complicações, quando estas ocorrem.
O que ocorreu com Mariana é um alerta sobre a necessidade de uma comunicação melhor entre as instituições de saúde e os pacientes, além de um reforço nas normas de segurança para exames como a colonoscopia. A dor que esta família está vivenciando serve como um apelo urgente por esclarecimentos e medidas que evitem que tragédias semelhantes aconteçam no futuro.
Infelizmente, casos de complicações durante exames médicos não são tão raros quanto se pensa. Por isso, buscar um médico de confiança e discutir todos os riscos e benefícios antes de realizar qualquer procedimento é fundamental. Mariana, que representava muito para sua família, agora se tornou parte de uma estatística que precisa ser discutida e compreendida pela sociedade e pelos profissionais de saúde.
Neste contexto, é imprescindível que a saúde pública se organize e busque garantir que todos os pacientes possam realizar exames de forma segura, minimizando potenciais riscos.