Uma mulher de 41 anos foi agredida e jogada de uma ponte sobre o rio Uberaba, na cidade de Veríssimo, em Minas Gerais, nesta terça-feira (30). Ela relatou à Polícia Militar ter sido tirada à força de uma casa noturna em Conceição das Alagoas, onde trabalhava.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima foi encontrada no dia seguinte, na rodovia AMG-2545, no mesmo município.
A mulher teria sido sequestrada, agredida e jogada da ponte por quatro pessoas, a pedido do proprietário da boate onde trabalhava como garota de programa, após uma discussão no mesmo dia.
Até o momento, um dos cinco autores foi localizado e preso em Conceição de Alagoas.
A dinâmica do crime
Policiais militares estavam na rodovia AMG-2545, na manhã desta quarta-feira (1), quando viram uma carreta que apresentava riscos no local. Enquanto realizavam a sinalização da via, eles se depararam com a vítima.
A mulher estava andando descalça na rodovia, em estado de choque, chorando, com roupas rasgadas e um pano amarrado no pescoço, dizendo que havia sido jogada da ponte. Ela relatou aos policiais que trabalhava como garota de programa em uma casa noturna em Conceição das Alagoas, e foi tirada a força de lá.
A vítima apontou cinco autores do sequestro, incluindo o proprietário da boate. Ela contou que havia discutido com o homem na manhã da data do crime sobre o sumiço de R$ 100 que estava em sua bolsa.
Durante a discussão, a vítima manifestou interesse em sair dali e trabalhar em outra boate. O proprietário desse outro local tinha desavenças com o dono da boate, ainda conforme relato da mulher.
Na tarde do mesmo dia, quatro pessoas entraram na boate e a agrediram com socos e pauladas, chegando a enforcá-la até que ela desmaiasse. Após recobrar a consciência, a vítima teve seu cabelo raspado, as mãos e pés amarrados e foi colocada no porta-malas de um veículo.
Os quatro agressores estavam dentro do veículo, sendo um homem e três mulheres, afirmando que a jogariam de uma ponte.
A vítima contou que implorou por sua vida, mas foi arremessada da mesma forma. Ao cair na água, ela conseguiu soltar as mãos amarradas e nadou até a margem do rio. Também desamarrou as pernas, que estavam presas por um fio de carregador celular, e seguiu pela mata até a rodovia, onde encontrou os policiais.
Testemunhas que trabalham na boate relataram ter ouvido a discussão entra a vítima e o dono da boate e, algum tempo depois, também ouviram sons de agressões. Outro funcionário do local afirmou que o dono da boate retirou todos seus pertences da casa noturna e foi para a cidade de Uberaba.
A Polícia Civil segue com as diligências para localizar e prender os demais autores.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo