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Irã critica EUA em carta após eliminação da Copa: injustiça evidente

Irã critica EUA em carta após eliminação da Copa: injustiça evidente

A eliminação do Irã na fase de grupos da Copa do Mundo gerou um desabafo significativo por parte da Federação Iraniana. Na sequência da definição dos classificados, a entidade divulgou uma carta aberta direcionada aos jornalistas que acompanharam a seleção ao longo do torneio.

No comunicado, foi destacado o agradecimento pela cobertura da imprensa e foi reiterada a crítica ao que consideraram um “tratamento injusto e antidesportivo” experimentado pela delegação durante a competição.

A seleção iraniana ainda manteve esperanças até a última rodada, embora tenha terminado a fase de grupos invicta, com três empates que a colocaram na terceira colocação do Grupo G, somando três pontos. Enquanto isso, Bélgica e Egito avançaram, cada qual com cinco pontos acumulados.

Permanecia ao Irã a torcida por uma vitória de Argélia ou Áustria no Grupo J, o que poderia permitir sua classificação como um dos melhores terceiros colocados. Contudo, como o empate por 3 a 3 entre as duas seleções acabou com qualquer perspectiva de avanço, a equipe ficou eliminada.

Na nota oficial, os iranianos expressaram sua gratidão pelo trabalho da imprensa internacional, sublinhando a importância do noticiário em dar visibilidade aos desafios enfrentados por sua delegação. “Agradecemos pelo profissionalismo, pelo apoio e pela cobertura não apenas da trajetória esportiva da nossa equipe, mas também do tratamento injusto e antidesportivo que nossa delegação vivenciou durante nossa estadia. O compromisso de vocês em relatar os fatos com precisão e integridade significou muito para nós”, declarou o Departamento de Mídia da seleção.

O comunicado continuou com um agradecimento especial à cidade de Tijuana, que acolheu a equipe durante a competição, juntamente com a população mexicana pela receptividade. “Gostaríamos também de expressar nosso profundo agradecimento ao maravilhoso povo do México, especialmente à bela cidade de Tijuana e aos seus moradores gentis e acolhedores. Vocês nos receberam com generosidade e hospitalidade genuína, fazendo-nos sentir em casa. Deixar Tijuana é realmente difícil para todos nós.”

Na conclusão da carta, a seleção destacou que levará consigo as experiências adquiridas ao longo do Mundial, manifestando o desejo de retornar ao país um dia. “As memórias que criamos aqui, as amizades que construímos e a gentileza que recebemos permanecerão para sempre nos corações de cada membro da Seleção Nacional de Futebol do Irã. Seremos sempre gratos ao grande e generoso povo do México, bem como ao Governo do México, pela hospitalidade e pelo respeito.”

A campanha do Irã foi marcada por desafios significativos. Devido às restrições de entrada impostas pelos Estados Unidos aos cidadãos iranianos, a Fifa teve que transferir a base da seleção para Tijuana, no México. A delegação havia recebido permissão de entrar em solo norte-americano apenas na véspera de cada partida e tinha que deixar o país imediatamente após as disputas.

Essas mesmas limitações impediram a entrada de dirigentes da federação e de parte da imprensa iraniana credenciada para acompanhar a equipe. Essa realidade motivou constantes críticas da federação ao longo do torneio. A seleção lamentou o desgaste e os impedimentos enfrentados, ao mesmo tempo que insistiu várias vezes por um ‘tratamento justo’.

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