Uma tragédia em Minas Gerais ocorreu no dia 3 de abril, quando uma mulher de 49 anos perdeu a vida após se deitar na rua, embriagada, e ser atropelada por um carro na rua Paulino Evangelista, em Nossa Senhora de Fátima.
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), os agentes foram chamados para atender a uma ocorrência de atropelamento na madrugada daquele dia. No local, encontraram a vítima presa embaixo do veículo.
O motorista, um homem de 44 anos, contou que seguia pela via quando passou por uma lombada e sentiu que havia “passado por algo”. Ao perceber que atropelou a mulher, ele desceu do carro para chamar o socorro.
Imagens cedidas à CNN Brasil pela Itatiaia mostram a mulher cambaleando antes de se deitar na via. Veja:
Infelizmente, mesmo com vários veículos passando, ninguém prestou ajuda efetiva à mulher.
As equipes do Corpo de Bombeiros retiraram o corpo, que estava preso nas ferragens do carro, mas o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) declarou a morte da mulher no local.
O motorista afirmou conhecer a vítima e explicou que ela costumava beber em excesso. Ele alegou que a baixa iluminação dificultou a visualização, o que foi corroborado pela passageira que o acompanhava.
A perícia foi acionada, e o corpo da mulher foi enviado ao IML (Instituto Médico Legal). O teste do bafômetro realizado no condutor revelou 0,51 mg/L de álcool no ar expelido, quantidade que caracteriza um crime de trânsito.
Além da embriaguez, a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) do motorista estava vencida. Ele foi levado à delegacia e registou-se a autuação administrativa.
Familiares clamam por justiça
A mãe da vítima, de 83 anos, expressou sua profunda tristeza pela perda, dizendo que a situação era insuportável. “É muito triste. Uma mãe perder a filha do jeito que eu perdi”, lamentou ela.
Ao ser questionada sobre o estado de embriaguez do motorista, a mãe afirmou que sua única vontade é que haja justiça pela morte da filha.
A irmã da vítima também levantou questões sobre as ações do motorista, afirmando que ele deveria ter consciência da restrição ao dirigir embriagado. “Nada justifica o que aconteceu. A gente quer justiça”, enfatizou.
De acordo com relatos, o condutor foi liberado após pagar fiança. A CNN Brasil aguarda um retorno da Polícia Civil de Minas Gerais e mantém o espaço aberto para novas informações.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo